A Prefeitura de Urupês está dando um grande passo para modernizar o combate à criminalidade no município. A cidade acaba de iniciar a implantação de um avançado sistema de videomonitoramento, composto por 20 câmeras equipadas com tecnologia de Leitura de Placas (LPR). Posicionadas em pontos estratégicos, como entradas e saídas da cidade e proximidades de escolas, essas câmeras têm um único alvo: garantir a segurança das famílias urupeenses.
O projeto une tecnologia de ponta e inteligência policial. O sistema de Urupês será integrado a grandes bancos de dados do Estado de São Paulo, como a Muralha Paulista e o Detecta, permitindo que as forças de segurança da cidade trabalhem em sintonia com informações criminais de todo o país.
Para o prefeito de Urupês, Dr. Beto Cacciari, a iniciativa é um marco que aproxima a gestão municipal das forças de segurança.
“O sistema conta com tecnologia, qualidade de imagem e ferramentas para proteger as famílias. As escolas protegidas, entradas e saídas do município: tudo isso numa rede integrada que une Polícia Civil, Polícia Militar e o Poder Executivo municipal”, destaca o prefeito.
Ele reforça ainda que a ação terá um impacto regional importante: “Vamos combater junto a criminalidade, contribuir regionalmente para que veículos de passagem que estejam sendo procurados sejam apreendidos e a lei seja aplicada com rigor”.
A "Cerca Virtual" e a Ação Imediata da PM
Na prática, o sistema cria uma verdadeira “cerca virtual” que abrange não apenas o centro, mas também o distrito de São João de Itaguaçu e áreas rurais. A tecnologia é desenhada para dar tempo de resposta quase instantâneo às autoridades.
O comandante da Polícia Militar de Urupês, subtenente João Henrique Arosti, celebrou a novidade e explicou como a ferramenta otimizará o patrulhamento ostensivo:
“Veículos com registros relacionados a furtos, roubos, estelionatos e outros crimes são cadastrados no sistema. Toda vez que um desses veículos passar por uma das câmeras, nós receberemos um alerta diretamente no aparelho celular. Isso é muito importante para a segurança do município, pois permitirá abordagens mais eficazes, mais precisas e com maior agilidade”.
Desmentindo boatos, o subtenente também fez questão de esclarecer um rumor que circulou pela cidade, tranquilizando os motoristas locais:
“Vale salientar que esse tipo de monitoramento não tem finalidade de fiscalização de trânsito. Não se trata de radar eletrônico e também não será utilizado para fiscalização de IPVA vencido, licenciamento vencido ou situações semelhantes. Trata-se de um sistema voltado exclusivamente para a segurança pública”.
Uma rede integrada de inteligência
As câmeras instaladas em Urupês não trabalham sozinhas. Elas estão conectadas a sistemas estaduais e federais que auxiliam na identificação de veículos suspeitos e apoiam investigações policiais.
Muralha Paulista
Sistema da Secretaria da Segurança Pública do Estado de São Paulo que integra informações de monitoramento e leitura de placas entre municípios paulistas.
- Compartilha informações entre cidades.
- Auxilia na identificação de veículos suspeitos.
- Amplia a capacidade de monitoramento regional.
Alerta Brasil / SPIA
Ferramenta utilizada pela Polícia Rodoviária Federal para identificação automática de veículos com registros de interesse policial.
- Detecta veículos furtados ou roubados.
- Gera alertas em tempo real.
- Apoia operações em todo o país.
Áspide
Sistema da Polícia Federal voltado ao compartilhamento e cruzamento de informações estratégicas entre órgãos de segurança.
- Integra dados nacionais.
- Fortalece investigações.
- Permite cruzamento avançado de informações.
Como funciona em Urupês?
Entradas, saídas e locais estratégicos.
Registro contínuo de veículos.
Acionamento rápido das forças de segurança.
Inteligência e Investigações Fortalecidas
Se para a Polícia Militar o sistema significa rapidez na abordagem, para a Polícia Civil ele representa a peça-chave na elucidação de crimes. O delegado da Polícia Civil de Urupês, Dr. Sergio Augusto Ugatti Durão, classificou o investimento como “crucial e fundamental para as investigações”.
O delegado relembrou que a cidade já colheu frutos da tecnologia de videomonitoramento recentemente. Ele citou um caso de grande repercussão envolvendo um estelionato e extorsão contra uma idosa, onde o uso estratégico das imagens foi vital:
“Conseguimos reunir um conjunto probatório robusto e suficiente para subsidiar a atuação do sistema de Justiça, o que resultou na condenação do responsável. Além disso, a investigação culminou na expedição de um mandado de prisão contra esse indivíduo, que havia se deslocado de São José do Rio Preto até Urupês para praticar o crime”.

O Dr. Sergio finalizou com um recado direto à população e aos mal-intencionados:
“O cidadão de bem não precisa temer a instalação dessa rede de câmeras. Pelo contrário, ela representa um investimento em segurança e proteção para a população. A preocupação deve ser daqueles que insistem em contrariar a lei e praticar crimes”.
Com as polícias Civil e Militar conectadas em tempo real ao que acontece nas vias do município, Urupês caminha para se tornar uma cidade blindada pela tecnologia. O recado é claro: o cerco apertou para a criminalidade, garantindo o bem-estar e a paz que a população merece.
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