Dentro de poucos dias, Urupês dará início às obras para construção da Estação Compacta de Tratamento de Esgoto no distrito de São João de Itaguaçu. Na manhã desta terça-feira (30), o prefeito Bica e a equipe técnica responsável pelo projeto estiveram em reunião com o engenheiro da empresa que realizará a obra, dando autorização para o início da empreitada.
Há mais de 80 anos, o esgoto coletado no distrito não possuía tratamento adequado, sendo despejado integralmente no Córrego São João. Por isso, além de regularizar a questão do tratamento, o projeto trará inúmeros benefícios ambientais, como a despoluição do córrego e a recuperação do ecossistema fluvial.
Lauriston Isique, diretor municipal de Meio Ambiente, Saneamento e Recursos Hídricos, órgão diretamente responsável pelo projeto, ressalta que, a partir de agora, “Urupês entra para um seleto grupo dos municípios que tratam 100% do esgoto gerado”. Ele vê isso como uma conquista para a cidade, já que, de acordo com dados do Sistema Nacional de Informações sobre Saneamento (SNIS – base 2018), apenas 46% do volume de esgoto gerado no país é tratado.
Os recursos para a obra vêm por meio de um convênio firmado entre o município e o Fundo Estadual de Recursos Hídricos – FEHIDRO. Dos R$ 659.871,14 que serão investidos, apenas R$ 13.198,21 são de Recursos Próprios de Urupês, o resto é investimento do FEHIDRO.
Sobre a Estação
A Estação Compacta de Tratamento de Esgoto é um sistema de altíssima tecnologia, que utiliza uma base modular e completamente vedada, o que não permitirá a emissão de odores. Através desta Estação de Tratamento, que não utiliza grandes lagoas, pode-se garantir que os efluentes, depois de tratados, estejam sempre dentro dos padrões de lançamento no corpo receptor.
O sistema tem capacidade para atender até mil pessoas, o que já supre a demanda apresentada no distrito, que, de acordo com dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística – IBGE, possui 721 habitantes. Contudo, por se tratar de um sistema modular, Lauriston explica que, caso futuramente seja necessário, o município poderá ampliar a capacidade de tratamento do esgoto gerado.