Foto: Adobe Stock.
Em outubro, os olhos da sociedade se voltam para a prevenção ao bullying. Esta palavra inglesa descreve atitudes de ameaças, intimidações e violências físicas e/ou psicológicas, com o objetivo de debochar, “tirar sarro” ou menosprezar uma vítima. É praticado em ambiente escolar pelo "bully", o “valentão”, aquele que gosta de “arrumar briga”.
Visando conscientizar a sociedade sobre os perigos dessa prática e sensibilizar sobre seu necessário fim, o Departamento de Desenvolvimento Social promove algumas ações neste mês, como visitas a escolas, panfletagem e palestras para pais. Também professores nas escolas continuam trabalhando o tema que é frequente causa de debate.
O bullying é toda violência praticada por meninos ou meninas dentro da escola e sempre tem três importantes características:
O bullying pode ser dividido em algumas categorias. Algumas são mais conhecidas que outras.
Independentemente do tipo, toda prática de bullying possuem componentes psicológicos, já que mexem com a autoestima, segurança e autoimagem da criança e adolescente.
Nem sempre a criança ou adolescente que sofre bullying relata os causos, por isso é importante que pais, professores ou outros responsáveis prestem atenção a sinais que podem ser demonstrados pelas vítimas:
Infelizmente, o número de suicídios é mais alto em adolescentes que sofrem bullying. os alvos mais fáceis são os mais tímidos, introspectivos, passivos e que não possuem em seu perfil a característica de reagir facilmente. Podem se encaixar também crianças/adolescentes mais solitários.
Os espectadores são pessoas importantes para que o bullying ocorra, porque “oferecem plateia”. Sem pessoas para assistir à violência, o bullying não existe, porque o agressor sente necessidade de expor aos outros o que está sendo feito.
Espectadores podem ser:
Nunca ria, incentive ou apoie uma atitude de bullying. Ajude a vítima apoiando-a e denunciando o caso!
Geralmente crianças ou adolescentes com diversos fatores em sua educação, principalmente ligados aos limites impostos pelos responsáveis. Muitas vezes suas atitudes são um reflexo da condição psicossocial da família.
Os agressores também precisam de atenção, já que demonstram estar em estado intenso de sofrimento psíquico, só sabendo externalizar dessa forma (colocando o outro em risco e constrangimento).
Se você está sofrendo bullying ou conhece alguém que esteja: não tenha medo, procure um professor ou outro adulto e conte o que está acontecendo. Eles poderão te ajudar.
Se você é pai ou responsável: procure formas de solucionar o problema junto à escola de seu filho por meio do diálogo e conversa franca;
Se você é professor ou funcionário de escola: saiba que você exerce papel fundamental. Ajude a promover a cultura da prevenção e um olhar atento sobre o tema que já se tornou ponto de saúde pública.
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